Por isso, vigiai, porquanto não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.
                                                                                                             Mateus 24:42

A festa de São José Operário

 

Em 1955 Pio XII fixou o dia 1º de maio para “São José Operário, o trabalhador”. Foi num dia 1º de maio, só que de 1886, que operários de uma fábrica em Chicago nos Estados Unidos se revoltaram com a situação desumana a que eram submetidos iniciando um movimento que tomou conta do país e deixou um saldo de mais de uma dezena de mortos e cinquenta pessoas gravemente feridas.

Em homenagem a eles é que se consagrou este dia como sendo o Dia do Trabalhador. São José é o modelo ideal do operário. Sustentou sua família durante toda a vida com o trabalho artesanal, cumpriu sempre seus deveres para com a comunidade, ensinou ao filho a profissão de carpinteiro e, desta maneira segundo os preceitos da católicos, permitiu que as profecias se cumprissem e seu povo fosse salvo, assim como toda a humanidade. Ao proclamar São José protetor dos trabalhadores a Igreja Católica demonstrou estar ao lado deles, dando-lhes como patrono o mais exemplar dos homens, que aceitou ser o pai adotivo do Deus feito homem, mesmo pressentindo o que poderia acontecer à sua família.

São José é tão glorioso que é o único santo celebrado em duas datas no dia 19 de março, como esposo de Maria e em primeiro de maio, Padroeiro dos Trabalhadores. Esta última foi instituída, diante de uma multidão de 200 mil operários, reunidos no dia 1º de Maio de 1955, na Praça de São Pedro, quando o Papa Pio XII decidiu cristianizar o Dia do Trabalho, dando-lhe como santo protetor São José Operário.

No Plano de Deus, São José teve uma participação especial: foi escolhido por Deus para ser o Pai adotivo de nosso Salvador e a Igreja o venera com títulos importantes, e sua atuação como intercessor dos fiéis tem atraído cada vez mais o número de fiéis: Guardião de Jesus e da Igreja; Padroeiro da Igreja Católica; Protetor das Famílias; Justo; “Santíssimo”; Esposo da Mãe de Deus; Chefe da Sagrada Família; Exemplo de Fidelidade; Espelho de Paciência; Modelo dos Operários; Esperança dos Enfermos; Padroeiro dos Moribundos e muitos outros mais.

José, desde os doze anos se consagrou a Deus. Pode-se concluir a partir disso, como o Senhor soube compensar São José por tamanha devoção, lealdade e dedicação.

O pai de José, Jacó, mudou-se com a família para Nazaré da Galileia, provavelmente para cultivar uma terra que comprou no Vale Esdrelon. José, junto com seu irmão mais velho chamado Cleófas, trabalhou na lavoura, ajudando o pai a produzir alimentos para o consumo próprio e comercialização. Todavia com o passar dos anos, revelou uma notável tendência para o trabalho com madeira, que o levou a deixar o cultivo do solo num segundo plano e a se empenhar na profissão de carpinteiro. José, por ser um homem de poucas palavras, de gênio calmo e retraído, vivia dedicado ao trabalho e as orações na sinagoga, fazendo do labor o seu próprio lazer.

Escritores, pintores e artesãos costumam mostrar o santo, como idoso. Mas José era um jovem de 33 anos, quando desposou a Virgem Santíssima. É válido destacar que ele e seu sogro, São Joaquim, eram primos, pois tinham em comum, a avó paterna, que havia se casado duas vezes. Do primeiro casamento, com Leví, foi gerado Mathat, pai de São Joaquim, que é o pai de Maria. E do segundo casamento, nascera Jacó, pai de José e Filho de Matan. A casa de José solteiro, ficava em Megido, em Tanath, onde trabalhava para outros mestres carpinteiros.

Já casado com Maria, o santo carpinteiro, sustentava sua família com seus trabalhos, pois ambos haviam distribuído entre os pobres todos os bens herdados dos pais da Virgem Santa, escolhendo viver em simplicidade. José ensinou o ofício de carpinteiro ao seu Filho: Jesus de José de Nazaré. (Como o próprio Jesus teria se apresentado).

Descendente da Casa de Davi, José amou a sua esposa e soube zelar pela sua família. Quando ele percebeu que Nossa Senhora estava grávida, ficou pasmo e profundamente triste, pois não conseguia duvidar da fidelidade de sua esposa. Com o coração angustiado, o filho de Jacó, já havia se decidido a deixar Maria, com discrição, para que ela não fosse ultrajada. Mas o Anjo do Senhor o alertou: “José, Filho de Davi, não temas receber Maria, tua esposa, em tua casa, porque o que nela foi concebido, vem do Espírito Santo. Ela dará a luz um filho e opor-lhe-ás o nome de Jesus (Aquele que Salva), pois Ele salvará o seu povo dos pecados.” (Mt 1,18-25)

Aquele momento foi muito importante para a formação da Sagrada Família, pois se esclareciam assim, todas as dúvidas que atormentavam São José e foi-lhe instituída a autoridade para ser “pai segundo a lei”, podendo dar o nome ao Filho de Maria.

Foi assim, que os escolhidos de Deus, formaram a família que é exemplo a ser seguido por todas as famílias do mundo.

José foi agraciado por Deus em sua vida. Mas as provações também foram muitas para o chefe da Sagrada Família, que precisou fugir viajar, atravessar noites em claro e derramar muito suor para resguardar a integridade física do Menino Deus e da Santa Esposa, que lhe foram confiados. E José não fez feio! Sempre atento aos alertas de Deus, protegeu com sua vida, o Salvador da humanidade. Sua confiança em Deus manifesta-se na provação, pois a perseguição começa pouco depois do nascimento de Jesus. Herodes quer matá-lo. O chefe da Sagrada Família deve esconder Nosso Senhor, partir para um país longínquo, onde ninguém o conhece e onde não sabe como poderá ganhar a vida. Ele parte, pondo toda a confiança na Providência. Quando Jesus sumiu aos doze anos e foi encontrado no Templo, qual não foi o alívio de José, ao encontrar o Messias, que lhe fora confiado. Aqui não se trata de missão humana, por mais alta que seja, nem de missão angélica, mas de missão propriamente divina, e não missão divina ordinária, mas tão excepcional que no caso de São José é de fato única no mundo em todo o decorrer dos tempos.

Assim como a alma de Jesus recebeu, desde o instante de sua concepção, a plenitude absoluta de graça, que não aumentou em seguida; como Maria, desde o instante de sua concepção imaculada, recebeu uma plenitude inicial de graça que era superior à graça final de todos os santos e que não cessou de aumentar até sua morte; assim, guardadas as devidas proporções, São José deve ter recebido uma plenitude relativa de graça proporcionada à sua missão, já que foi diretamente e imediatamente escolhido não pelos homens, por nenhuma criatura, mas por Deus mesmo e unicamente por Ele para essa missão única no mundo. Não se poderia precisar em que momento teve lugar à santificação de São José, mas o que temos direito de afirmar é que, em razão de sua missão, ele foi confirmado na graça desde seu casamento com a Santíssima Virgem.

"Eu sou fã de São José"